Muitas pessoas só procuram informações sobre quando fazer a densitometria óssea após uma recomendação médica ou quando surge a preocupação com a osteoporose. No entanto, entender o momento certo para realizar esse exame pode ser decisivo para a prevenção e o diagnóstico precoce de alterações que comprometem a saúde óssea.
Esse exame é o melhor método para medir a massa óssea e diagnosticar osteopenia e osteoporose. A densitometria é rápida, segura e com baixíssima exposição à radiação.
Além da avaliação óssea, o exame permite analisar a composição corporal e a distribuição de massa muscular e gordura em todo o corpo. Por isso, profissionais da saúde também o utilizam em estudos metabólicos e no acompanhamento nutricional.
Neste conteúdo, você vai saber mais sobre o que é densitometria óssea, quando realizá-la, o que detecta e quem deve fazer. Continue a leitura.
O que é densitometria?
A densitometria é um exame de imagem que consegue medir a densidade mineral dos tecidos do corpo, principalmente dos ossos. É um procedimento indolor, rápido e expõe o paciente a uma quantidade mínima de radiação.
O paciente pode reaizar o exame tanto em regiões específicas do corpo, como coluna e fêmur, quanto no corpo todo. Essa última oferece uma análise completa da massa corporal, incluindo massa magra, massa de gordura e distribuição da gordura.
Dessa forma, é possível saber quais ossos estão menos densos, o que pode apontar para problemas como a osteoporose. E, com o diagnóstico precoce, o paciente pode começar o tratamento, evitando maiores desconfortos e até ter algum osso quebrado.
Quando fazer a densitometria óssea?
Médicos utilizam a densitometria óssea para avaliar o risco de fraturas e identificar a perda de massa óssea. Além disso, atletas recorrem ao exame para analisar a composição corporal com alta precisão.
Segundo a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina, é indicado fazer a densitometria óssea nos seguintes casos:
- Mulheres de 65 anos ou mais e homens de 70 anos ou mais;
- Pacientes com mais de 50 anos com fatores de risco para fratura ou perda óssea;
- Fatores relacionados ao estilo de vida, como tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool;
- Pacientes que fazem o uso prolongado de anticonvulsivantes;
- Adultos com comorbidades, como artrite reumatoide, lúpus e espondilite anquilosante;
- Mulheres que entraram na menopausa antes dos 45 anos;
- Pacientes que apresentam evidências de osteoporose;
- Histórico pessoal ou familiar de fratura de fragilidade;
- Baixo peso corporal ou IMC reduzido;
- Distúrbios hormonais: hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, hipogonadismo.
Embora a perda óssea seja um processo natural do envelhecimento humano, algumas pessoas têm esse processo mais acelerado, o que pode impactar diretamente na saúde e bem-estar geral. Por isso, é fundamental consultar seu médico, fazer check-ups regulares e seguir os tratamentos.
O especialista irá determinar quando realizar a densitometria óssea. Pois cada caso irá exigir uma avaliação individual dos fatores.
O exame é contraindicado para grávidas e pessoas acima de 120 quilos.
Quais doenças são detectadas?
A maior indicação de quando realizar a densitometria óssea é para diagnosticar a osteoporose. Essa doença leva a uma perda gradual da densidade do osso, o que pode ocasionar fraturas, mesmo sem nenhum impacto.
Através do exame, é possível saber se há perda mineral e em qual estágio está. Como o raio-X não permite obter essa informação com precisão, os especialistas utilizam a densitometria óssea.
A osteoporose é uma doença silenciosa, não apresenta sintomas num primeiro momento. Normalmente, o paciente só percebe que há algo errado quando ocorre alguma fratura. Dessa forma, a realização do exame e as consultas médicas se fazem fundamentais para acompanhar a saúde.
Além da osteoporose, a densitometria óssea pode detectar a osteopenia. Ela representa o início da perda óssea, que pode ser reversível, do ponto de vista médico. Para isso, o paciente precisa realizar exercícios regularmente, repor o cálcio com alimentação, tomar banho de sol e, caso necessário, entrar com medicamentos.
Essa condição é um estágio intermediário entre um osso saudável e a osteoporose. Detectar antes que evolua é fundamental para parar a progressão da doença.
Como é feita a densitometria?
O exame é bem simples, rápido e totalmente indolor. O paciente deve deitar-se na mesa, enquanto um braço móvel do aparelho passa sobre as áreas a serem avaliadas. Normalmente, dura entre 10 e 15 minutos.
A máquina da densitometria fica afastada do corpo do paciente. Assim, a pessoa não sente nenhum tipo de dor ou sensação de sufocamento, caso seja claustrofóbica.
Dessa forma, saber quando fazer a densitometria óssea é fundamental para acompanhar a saúde dos ossos e identificar precocemente sinais de perda de massa óssea. Com o diagnóstico adequado, é possível adotar medidas preventivas e iniciar o tratamento quando necessário, contribuindo para uma maior qualidade de vida e bem-estar.
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