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Exames para dor de cabeça frequente: quais ajudam a identificar a causa?

Para um diagnóstico mais correto, existem alguns exames para dor de cabeça frequente. Podendo ser de imagem, laboratoriais e até de líquor (punção na lombar).

Entretanto, algumas dores podem ser pontuais e tratadas em consultório mesmo. O que diferencia elas é a intensidade, frequência, sintomas associados e padrão de começo. Mas isso só pode ser avaliado por um médico especialista.

Assim, como saber quando a dor de cabeça deixa de ser comum? Neste conteúdo, vamos falar sobre quais exames podem ser solicitados, sinais de alerta e o que caracteriza cada dor. Continue a leitura.

Quando a dor de cabeça deixa de ser normal?

A dor de cabeça, ou cefaleia, é algo normal que pode acometer qualquer um. Mas, quando ela começa a ser frequente e não melhora com analgésico, é hora de procurar um médico. Ainda mais quando afeta a vida profissional e pessoal.

Pessoas que têm crises pelo menos uma vez na semana ou mais de 15 dias por mês, durante três meses seguidos, precisam de atendimento médico. E quando a dor é súbita, acompanhada de outros sintomas, como febre, associada a confusão mental ou desorientação, seguida por fraqueza ou alterações na visão, é fundamental procurar um pronto-socorro.

Em alguns casos, apenas na conversa com o profissional, é possível identificar os motivos das dores e o melhor tratamento. Porém, outros levam mais tempo de investigação, precisando de exames para auxiliar no diagnóstico. Isso também ajuda a saber qual tipo de dor de cabeça o paciente apresenta.

Tipos de dores de cabeça

  • Cefaleia primária: quando a dor é a doença em si, e pode ou não ser crônica (persiste ou é recorrente por mais de três meses);
  • Cefaleia secundária: quando a dor é sintoma de outra doença, como câncer, meningite, hemorragia, aneurisma ou AVC. Costuma vir de forma súbita e intensa, acompanhada de outros sintomas.

Na cefaleia primária, existem mais de 200 tipos diferentes. Sendo as mais comuns:

  • Tensional: tem relação com a musculatura da cabeça e pescoço, podendo ser crônica ou não. Nesse tipo de dor, o paciente sente apertando a cabeça;
  • Enxaqueca: esse tipo é uma dor moderada ou intensa, que pode ser debilitante. Acomete os dois lados da cabeça e é descrita como uma dor pulsante. Às vezes, vem acompanhada de sensibilidade à luz, cheiros e sons, provocando náuseas e vômitos;
  • Enxaqueca com aura: um tipo de enxaqueca em que o paciente vê pontos luminosos ou tem a visão embaçada por até 60 minutos, seguida de uma dor forte;
  • Cefaleia em salvas: é uma doença neurológica que provoca dores fortes em um dos lados da cabeça. Sendo, geralmente, na região frontal e atrás do olho.

Exames para dor de cabeça que ajudam a identificar

Exames de imagem e laboratoriais são necessários para investigar a causa da cefaleia secundária. Mas as dores atípicas, de difícil controle ou que não apresentam melhora com o tratamento, também requerem investigação.

Os principais exames para dor de cabeça são:

Exames de sangue: hemograma, VHS e PCR. Com ele, é possível identificar infecções ou inflamações.

Tomografia Computadorizada: esse exame para identificar dor de cabeça ajuda na avaliação de sangramentos, fraturas ou tumores no cérebro.

Ressonância Magnética: através desse exame, é possível identificar inflamações, malformações ou lesões.

Angio-TC ou Angio-RM: avalia os vasos sanguíneos, podendo diagnosticar aneurismas ou tromboses.

Eletroencefalograma (EEG): registra a atividade elétrica do cérebro, identificando casos de convulsões.

Exame de líquor: uma punção lombar, para retirada do líquido da coluna. Pode diagnosticar distúrbios relacionados à pressão alta, hemorragia subaracnóidea e infecções.

Esses exames para dor de cabeça podem ajudar o médico a diagnosticar a causa da cefaleia secundária. Assim, o tratamento será mais preciso para a doença, evitando medicações exageradas e que não dão resultado para o problema.

O diagnóstico rápido pode evitar maiores complicações, além de ser mais certeiro na resolução. Caso sinta dores constantes, procure um médico para que seu quadro seja tratado de maneira adequada.

Sinais de alerta

É preciso sempre investigar a causa da dor de cabeça. Para isso, preste atenção na intensidade, nas características (se é latente, com pressão e o local que dói), duração e frequência.

Além disso, é preciso saber se há outros sintomas que acompanham a dor de cabeça. Por exemplo, sensibilidade na visão, tensão muscular, náuseas e vômito, febre, congestão nasal, entre outros.

Caso apresente esses sinais, procure um médico. Ele irá avaliar seu quadro e poderá pedir exames para dor de cabeça, a fim de ter um diagnóstico com mais precisão. Esse passo pode prevenir complicações e encontrar o melhor tratamento para você.

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