Os exames para hepatite variam de acordo com a causa e o estágio da doença. A investigação pode incluir exames de sangue, que identificam a presença de vírus e avaliam o funcionamento do fígado, além de exames de imagem, utilizados para analisar a estrutura do órgão e verificar possíveis alterações.
Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa, sem provocar sintomas por um longo período. Por isso, identificar a doença precocemente permite iniciar o acompanhamento adequado e reduzir o risco de complicações, como fibrose, cirrose e insuficiência hepática.
Neste conteúdo, você vai saber mais sobre o que é a doença, seus tipos, sintomas e quais exames realizar para ter o diagnóstico. Continue a leitura.
O que é hepatite?
A inflamação do fígado recebe o nome de hepatite. Vírus, doenças autoimunes, consumo excessivo de álcool, uso de determinados medicamentos e outros fatores podem provocar essa condição. Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 826.292 casos confirmados de hepatites virais entre 2000 e 2024. Assim, ela se mostra um grave problema de saúde pública.
A hepatite pode se manifestar de forma aguda ou crônica. Os médicos classificam a doença como crônica quando a inflamação no fígado persiste por mais de seis meses. Quando não diagnosticada e tratada adequadamente, alguns tipos podem evoluir para complicações mais graves, como insuficiência hepática, cirrose e até câncer de fígado.
Tipos de hepatite
Como vimos, há diversos tipos de hepatites, e as virais são as mais comuns. Sendo classificadas nos tipos A, B, C, D e E, com características específicas diferentes.
No Brasil, os vírus das hepatites A, B e C respondem pela maior parte dos casos da doença. O vírus da hepatite D é mais comum na região norte. Já o E não é tão frequente no país, sendo encontrado com mais facilidade na África e Ásia.
As doenças causadas pelos vírus B, C e D se tornam crônicas com frequência. E, nem sempre, apresenta sintomas. Assim, a hepatite pode evoluir de forma silenciosa por anos, o que dificulta a identificação da doença nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico feito por exames de rotina se faz essencial.
Hepatite A
É uma forma de infecção altamente contagiosa, causada por contato com alimentos ou água contaminada com as fezes de uma pessoa infectada. Por isso, a hepatite é associada à água ou alimentos contaminados, saneamento inadequado, má higiene pessoal e sexo oral-anal.
Esse tipo não é fatal e tem as maiores chances de uma evolução benigna. Porém, não há manifestações dos sintomas no estágio inicial da doença.
Hepatite B
O vírus da hepatite B está entre os principais agentes causadores de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) no Brasil. Além da transmissão por relações sexuais desprotegidas, o compartilhamento de agulhas, seringas, materiais para tatuagem, piercings e objetos perfurocortantes também pode transmitir o vírus.
É o tipo mais perigoso da doença, apresentando mal-estar, febre, dores abdominais, fezes e urinas claras. Um dos exames para hepatite é realizado por uma amostra de sangue.
Para a prevenção, existe uma vacina para esse tipo de hepatite.
Hepatite C
A hepatite C tem uma evolução silenciosa, podendo demorar anos para ser diagnosticada. Mas, só há cura se for diagnosticado precocemente.
Ela é responsável por 70% dos casos de hepatite crônica e uma das principais causas de cirrose hepática. Sua transmissão acontece por sangue e/ou secreções contaminadas. Por isso, a importância de manter os exames para hepatite em dia.
Hepatite D
Esse tipo de hepatite pode se manifestar simultaneamente com o tipo B ou após contato com o B. Se for no último caso, a hepatite evolui para a crônica em 80% das vezes, podendo resultar em cirrose.
Hepatite autoimune
Algumas doenças autoimunes podem causar inflamação no fígado. Assim, o próprio corpo começa a atacar o órgão, levando à hepatite. É fundamental procurar um especialista nesse caso para iniciar o tratamento quanto antes.
Hepatite alcóolica
O uso abusivo de álcool pode liberar ácidos prejudiciais às células do fígado, causando a inflamação. Há cura para esse tipo, mas caso não seja tratada, pode evoluir para cirrose e até para uma insuficiência hepática.
Hepatite medicamentosa
O uso inadequado, exagerado ou prolongado de alguns remédios pode resultar em hepatite. Isso porque, nesse caso, o fígado se sobrecarrega e não consegue metabolizar os medicamentos. Caso não seja tratada logo, pode evoluir para quadros mais graves.
Sintomas da hepatite
Apesar de grande parte dos pacientes ser assintomática, alguns apresentam:
- Febre;
- Perda de apetite;
- Mal-estar;
- Dor abdominal;
- Enjoo/náuseas;
- Fraqueza;
- Vômitos;
- Pele e olhos amarelados.
Exames para hepatite
Os principais exames para hepatite são o de sangue e o ultrassom. Mas o diagnóstico começa com uma avaliação clínica sobre o histórico de saúde, sintomas e fatores de risco.
O exame de sangue avalia a dosagem das enzimas hepáticas (ALT, AST e GGT) e da bilirrubina. Alterações nesses marcadores podem indicar sinais de inflamação no fígado. Já no exame de imagem, temos o ultrassom, que é um dos métodos mais utilizados. Isso porque é seguro, não invasivo e indolor, capaz de analisar alterações anatômicas.
Outro exame para hepatite que pode ser usado em casos específicos é a elastografia hepática. Através dela, é possível avaliar a rigidez do fígado, especialmente em pacientes com risco de fibrose e cirrose.
Dessa forma, com os exames para hepatite realizados, é possível ter um diagnóstico mais preciso e, assim, começar o tratamento. O Grupo Diagmed conta com exames de imagem, sangue e consultas para cuidar da sua saúde.