Algumas pessoas podem sentir uma dor forte nas costas ou no abdômen, levantando a suspeita de cálculo renal. Mas você sabe qual exame para pedra nos rins deve fazer para confirmar o diagnóstico?
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o cálculo renal afeta entre 10% e 15% da população, o que corresponde a aproximadamente 21 a 32 milhões de brasileiros. É uma doença que pode evoluir rápido, levando a complicações como a perda do rim. Por isso, ela precisa ser diagnosticada quanto antes, para começar o tratamento.
Neste conteúdo, você vai saber o que são cálculos renais, os sintomas, quais exames fazer para diagnosticar e quando procurar um médico. Continue a leitura.
O que são cálculos renais?
Pedra no rim, cálculos renais ou nefrolitíase são diferentes nomes para a mesma condição. Ela acontece quando cristais que deveriam ser eliminados pela urina permanecem nos rins e se unem, formando os cálculos. Essas pedras podem ser compostas por cálcio, oxalato ou ácido úrico.
Além disso, dois fatores têm grande influência nesse processo: alimentação e hidratação. Dietas ricas em proteína animal, sódio e açúcar aumentam a excreção de cálcio e ácido úrico, enquanto a baixa ingestão de líquidos deixa a urina mais concentrada, favorecendo a formação dos cristais.
Algumas pessoas também apresentam predisposição genética para desenvolver a doença. De igual maneira, condições como hiperparatireoidismo, distúrbios na absorção de cálcio, infecções urinárias recorrentes e outras doenças renais podem aumentar o risco.
O tamanho da pedra pode variar de poucos milímetros até vários centímetros. Em alguns casos, diversos pequenos cristais se unem dentro do rim, formando um cálculo maior, capaz de ocupar parte significativa do órgão ou até provocar obstrução do trato urinário.
Quando há suspeita da doença, o exame para pedra nos rins é fundamental para confirmar o diagnóstico, identificar a localização do cálculo e auxiliar na definição do tratamento mais adequado.
Sintomas
A nefrolitíase pode ser uma doença assintomática, onde o paciente vive anos com pedra nos rins sem sentir nada. Mas, quando elas se movimentam ou causam obstrução, os sintomas começam a aparecer.
Geralmente, o tamanho da pedra não influencia tanto nos sintomas. Isso porque, por exemplo, pedras de 5 centímetros no rim podem não causar dor, mas uma de 3 milímetros no ureter causa cólica renal.
Dessa forma, há dois tipos de quadros: quando a pedra está parada no rim ou quando ela se movimenta para sair do rim, causando o entupimento do ureter e desencadeando a cólica renal. No primeiro caso, pode ocorrer dor na região lombar crônica, de um lado só das costas.
Já a cólica renal é um quadro agudo, com uma dor muito intensa na região lombar, indo para a região da bexiga. Associada a náuseas, vômitos e febre. Além disso, o paciente pode apresentar:
- Sangramento na urina;
- Dor ao urinar;
- Infecção de urina repetidas vezes;
- Perda de peso;
- Fraqueza;
- Inchaços.
O cálculo renal pode levar a condições mais sérias se não for tratado. Pois, o acúmulo de urina nos rins, devido à obstrução, pode gerar danos severos na função renal. Dessa forma, é importante realizar preventivamente exame para pedra nos rins.
Exame para pedra nos rins
Diagnosticar pedra nos rins é fundamental para um tratamento eficaz, além de evitar complicações. O médico pode solicitar diversos exames para confirmar a doença, além de precisar o tamanho, quantidade e a localização dos cálculos. Os principais são a tomografia computadorizada, ultrassom, exame de sangue e urina.
Tomografia Computadorizada
Esse é o exame para pedra nos rins mais preciso na detecção da doença. Através da tomografia, é possível identificar cálculos de qualquer tamanho, quantidade e localização. Além de informar ao médico sobre a composição da pedra.
Por isso, esse exame é um dos melhores para diagnosticar pedra no rim. E, por fazer imagens de toda a região abdominal, a tomografia pode descartar outras comorbidades além dos cálculos.
Ultrassom
O ultrassom é um exame para pedra nos rins que não utiliza radiação. Por isso, ele costuma ser o primeiro solicitado pelo médico. Assim, é possível observar pedras maiores e se há dilatação nos rins.
Mas, ele não detecta cálculos pequenos ou em determinadas localizações do trato urinário. Para esses casos, são solicitados outros exames.
Exame de sangue e urina
O médico também pode solicitar exames laboratoriais, como o de sangue e urina. Através do primeiro, é possível analisar a função dos rins e as substâncias em excesso que podem favorecer a formação de pedras. E o segundo revela se há presença de sangue, sinais de infecção ou níveis de cálcio e ácido úrico elevados.
Quando procurar um médico?
Ao sentir dores intensas na região lombar ou na lateral do abdômen, é fundamental procurar ajuda médica. O cálculo renal tem cura e pode ser tratado com medicamentos ou procedimentos cirúrgicos.
Mas, é importante fazer exame para pedra nos rins se você já teve alguma vez, se tem histórico familiar ou é de grupo de risco. Eles ajudam o médico a realizar a orientação correta para o tratamento.
Sem o tratamento adequado, o cálculo renal pode levar a problemas mais graves. A obstrução do fluxo urinário pode causar o acúmulo de urina nos rins e comprometer a função renal. Por isso, diante da suspeita da doença, realizar um exame para pedra nos rins é essencial para um diagnóstico precoce e para a definição da melhor conduta terapêutica.
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